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5 de Abril de 2020

“Desenrolando o fio da ciência”: de como escrever um artigo e ser bem compreendido - Parte 1

Marcela Varejão, Advogado
Publicado por Marcela Varejão
há 5 meses

Por Marcela Varejão.

©Marcela Varejão, 2019.

Pós-doutora em Educação para a Cidadania e Direitos Humanos (Universidad Carlos III, Espanha); Pós-doutora em matérias relacionadas ao Design e à Cultura (Politecnico di Milano, Itália); Ph.D. em Sociologia do Direito (Università degli Studi di Milano, Itália); Especialista em Criminologia e Psicopatologia Forense (Università degli Studi di Milano, Itália), Mestre em Direito Público (UFPE).


No meu início como articulista em sites na Internet, convido-os a desfazer alguns nós para uma eficaz comunicação científica. O tema surge como natural: foi uma das primeiras perguntas que os alunos do primeiro ano de Direito me fizeram, quando voltei a lecionar, em 2019: “- Como é que a gente escreve um artigo científico?”. Bom, parodiando uma iluminante metáfora da tradição jurídica brasileira, que explicitarei na Parte 2, eu diria que isso significa “puxar o fio da cientificidade”.


1. Premissa

Comecei a escrever esse artigo em meio a estudos para um concurso. Conclusão: o artigo precisava ser escrito em pouco tempo...mas já dura três dias...:). Ontem, deitada, depois de ter escrito o chamado “esqueleto” do artigo, vieram-me à mente uma enorme quantidade de ideias para melhorá-lo. Alguém me sussurrava no ouvido esquerdo, por exemplo, “caça ao tesouro!”, outro me sussurrava no lado direito “Julio Verne, com ordem”, até que senti literalmente a parte esquerda do cérebro esquentar e as ideias passando de um lado para outro. Fiquei ali por uns cinco minutos, sem sequer ligar o rádio no meu noticiário favorito (sim, eu escuto rádio, não vejo televisão), com receio de “perder” as boas idéias. Quis escrevê-las no meu “caderninho”, mas, por algum motivo, parei e fui preparar-me para sair... e, sim, sim, sim, ao invés de um smartphone de última geração, dou preferência à escritura a mão num caderninho estilo Moleskine de Hemingway. Sei, porém, usar muito bem a tecnologia: ainda tenho guardadas as anotações feitas a mão diretamente no meu super Smartphone. À época, acabara de ser lançado o Samsung Galaxy Note 1 e eu recebera grátis, numa praça de Brera em Milão, na qual o telefone fora lançado, uma camiseta com minha foto desenhada no próprio telefone pelos alunos de Belas Artes... era o máximo. Já fui a rainha dos gadgets eletrônicos e estava sempre “na moda”, também nesse aspecto. Hoje, uso a tecnologia com parcimônia, de forma a não ser por ela engolida.

Bom, quando pensei em escrever esse artigo, pensei nos últimos alunos que tive em 2019, profundamente diferentes daqueles com os quais pensava ter encerrado minhas atividades acadêmicas no Brasil, em Minas Gerais, 10 anos atrás. Portanto, nesse artigo, selecionei o público logo na partida.

Depois, precisei selecionar o tipo de linguagem, porque naturalmente a forma com a qual a gente se expressa muda ligeiramente conforme o público. Resolvi, assim, entremear algumas minhas histórias, e algumas delas podem ser descritas como surreais. Voltando à linguagem, recentemente, um ex-aluno da minha primeira turma de Introdução ao Estudo do Direito me disse, ao corrigir uma minha petição (odeio advogar, fazer o que, preciso sempre de ajuda...), disse-me que eu era muito clara, “para alguém do meio acadêmico”... comecei a rir e perguntei se eu não havia sido clara nas aulas com ele e, tendo recebido resposta afirmativa, respondi que quanto mais você é fiel a si mesmo, mais se torna confiável. De forma que aquilo que escrevo sou eu e minhas contradições, como explicam vários estudiosos, entre os quais Gilberto Freyre.

Para esse artigo, conto com meu background. Naturalmente, quanto mais rico o background de leituras e frequentações, mais as ideias surgem e se concatenam sozinhas e quase sem esforço.

Passei quase vinte e cinco anos entre dois mundos acadêmicos. Dos dois lados do Atlântico: 4 países europeus, Brasil e uns dois latino-americanos, vários concursos no Brasil, docência e pesquisa, também no exterior. Estive em meios acadêmicos de nível elevado, tive oportunidade de visitar Norberto Bobbio e de assistir ao vivo Umberto Eco, emérito e autorevole estudioso da comunicação, que não por acaso escreveu um livrinho assaz útil sobre como escrever monografias[1]. Todavia, afirmo e reafirmo: com a internet, hoje, não é mais necessário um percurso de viagens para se obter um background rico. Meu pano de fundo intelectual já havia sido bem formado até os 26 anos, em biblioteca da própria escola pública, e em bibliotecas públicas onde li todos os tipos de clássicos! De todos, o que mais me impressionou foi sem dúvida Júlio Verne, que recomendo a qualquer adulto! Não se pode escrever sem ter lido a obra completa de Júlio Verne, especialmente se se encontra dele uma boa tradução dos anos 50-60!

Portanto, eu já tinha um pano de fundo de leituras e idiomas quando, aos 26 anos, fiz minha primeira viagem internacional, com uma bolsa de estudos do CNPq, no Mestrado, recebida por ter sido a primeira colocada na seleção. Era a única bolsa, na época. Eu já ensinava na Universidade e estava em meio a um concurso de juiz, além de estudar inglês e alemão, contemporaneamente às minhas 40 horas semanais de docência.

Não se pode dizer, portanto, que eu tivesse tempo "livre", mas procurava me desdobrar e fazer os sacrifícios necessários para atingir os objetivos.

Sou da opinião que quem não está disposto a fazer sacrifícios, não escreve bem, nem fala bem, apenas pode eventualmente copiar bem. O que no fundo não é nenhuma vantagem na vida... Essa é uma afirmação sobre o qual se pode discutir, fazer um congresso e até mesmo uma pesquisa empírica, mas, por enquanto, permaneço nessa opinião. Bill Gates pode até preferir um preguiçoso para fazer um trabalho difícil... mas... de qual "preguiçoso" estamos mesmo falando???? E a qual finalidade serve esse "trabalho"??? Essas são perguntas que não são colocadas pelas várias reportagens de ocasião vistas na Internet, que louvam o ócio para superar o excesso de disponibilidade para o trabalho exigido no mundo frenético de hoje, confundindo equivocadamente um relativamente necessário "ócio criativo" com a indesejável "preguiça"[2].

Com a bolsa de estudos (não existiam programas de intercâmbio, como hoje), empreendi minha primeira e real aventura, mas mesmo agora, que escrevo para vocês, estou empreendendo uma outra grande aventura, tão importante ou ainda maior do que aquela de embarcar pela primeira vez para o exterior: meu coração está batendo rápido, pensando em como as pessoas reagirão, ou se ninguém reagirá! Serei compreendida, ou incompreendida? Em qual grau serei atingida por esse contexto polarizado, no qual as pessoas lêem apenas uma parte do que se escreve, mas dispõem-se a oferecer uma opinião integral como se tivessem lido tudo? Verdade que quem escreve pesquisas científicas está acostumado a ter público reduzido e não se ressente facilmente, mas uma aventura é sempre uma aventura!

2. Dissecando a premissa.

Nessa premissa, nota-se já um itinerário de escritura:

  • escolha do público. Evidentemente, não estou aqui escrevendo para meus colegas. Meu público são aqueles que têm dificuldades em compreender e para escrever, uma coisa está indissociavelmente ligada à outra.
  • escolha do tema. Escolhi o mais primário deles, que pode, porém, servir a muito mais pessoas. Eu, por exemplo observo de forma diversa também porque sou socióloga e, por isso, existe um valor agregado no que descrevo. Tomem nota: iniciar do comecinho e introduzir nos escritos elementos com os quais se fique à vontade.
  • divisão do tema. Vejam que estamos aqui apenas nas “premissas”...Classificar é organizar, orientar, outra missão de quem escreve.
  • espaço de reflexão entre escrever e publicar. Naturalmente, quem lê, prefere receber uma Beyoncé, não o esqueleto dela... de forma que a pressa não combina com a boa escritura nem com o bom entendimento...por isso, é necessário deixar repousar o escrito entre uma edição e outra do mesmo. Com o computador, isso fica fácil! Quem lê apenas esqueletos está destinado a produzir apenas esqueletos, e o pior é que os vemos frequentemente assustando na Internet, sob a forma até mesmo de teses de doutorado em Universidades Top...
  • Não sei se alguém que está lendo consegue imaginar quando se fazia quando era preciso escrever tudo a mão ou na máquina, e como se fazia para corrigir e realizar a versão final... podemos falar sobre isso noutro artigo... viram? Já selecionei de novo o assunto, estou limitando-o. Colocar limites ao próprio assunto é também essencial, não se pode dizer tudo.
  • cuidado com o português: bom, fiz o que pude, diante das misturas linguísticas que sempre povoam minha mente. E vocês também devem fazer o que puderem pelos próprios escritos, inclusive passar o texto num corretor ortográfico, se necessário. Li e reli o que estou escrevendo e essa é já a vigésima versão corrigida, depois de publicado o artigo ... e haja consertar errinhos de português...

3. A dedicação ao objeto de estudo

Assisti a um infindável número de conferências e congressos, quase todos essencialmente interdisciplinares e de excepcional qualidade. Confirmo, todavia, para os deslumbrados que não vêem a hora de transferir-se definitivamente para estudar no exterior, que a vida acadêmica dedicada à ciência não é nada glamurosa também fora do Brasil e, se levada a sério, não comporta intervalos para pipoca, cinema, Netflix, praias religiosamente aos domingos ou conversas infinitas em Whatsapp. Estamos aqui no campo daqueles sacrifícios anteriormente mencionados. Se você gosta do que escreve, a coisa é encarada naturalmente, sem dramas e essas coisas nunca constituirão um sacrifício.

Dedicação integral ao tema
Seu escrito é seu próprio filho! Não o abandone!

Friso a expressão "dedicada à ciência", ou seja, a produzir ciência em tempo integral, porque tive a oportunidade de ver até mesmo pós-doutores pouquíssimo dedicados à sua principal atividade, apesar de contarem com amplas bolsas de estudo para tanto, brasileiras ou estrangeiras: eram os fautores do chamado turismo científico, com a complacência do docente estrangeiro que assinaria o relatório final. Esses são aqueles que, depois de voltarem à pátria, produzem um movimento para agraciar o tal docente com um Doutorado honoris causa (nos quais nossas universidades têm sido pródigas), que depois retribuirá indicando um escrito daquela pessoa para publicação em língua estrangeira, coisa pela qual muitos matam e morrem no mundo acadêmico. Não são assim todos os pós-doutores, mas alguns desse tipo existem e são aqueles que, tendo vivido uma vida de favores, nem pensam em recriminar o aluno que, por exemplo, na sala de aula se deleita com uma pipoca ou se entretém com Whatsapp, ao invés de prestar atenção à aula. Assim se forma o círculo pouco virtuoso que produz graduados, doutores e pós-doutores.

Os alunos da graduação, ou os alunos do pós-doutorado, com tais atitudes, simplesmente delegam a direção das próprias vidas à complacência de um terceiro. Sabe-se que a repetição gera hábitos, nem sempre espetaculares...

Eis assim que escrever um artigo, científico ou não, está também ligado diretamente ao grau de autonomia individual do sujeito.

Esperar complacência do próximo, em ciência, é como garantir um lugar, de subserviência e de soslaio, em frente a um telão que expõe, do lado de fora, o que acontece dentro de um anfiteatro repleto: a operação cirúrgica do século, o jogo do século, o júri do século. Ou seja, esperar complacência em ciência e na comunicação é querer ser o perene e último dos espectadores, não o ator. Vem-me à mente o dia, no início da carreira docente, no qual fui marginalizada por uma parte de minha própria família, ao recusar-me a oferecer “complacência” científica a um dos seus membros. De forma que penso ter a autoridade moral para recomendar que uma relevantíssima palavra que remete a como escrever e ser bem compreendido é exatamente autonomia.

Posso e devo escutar conselhos, mas, se tenho a base para discuti-los, não preciso cumpri-los ao pé da letra. Essa autonomia, devo esclarecer, me custou um lugar de professor permanente no exterior. E custará muito também a cada um que deseje cultivá-la. E aqui estou eu, de volta ao Brasil, depois de mais de 20 anos. Começando do zero. Aos 53 anos. Voltamos aqui ao ponto do sacrifício pelas próprias ideias, acima mencionado. O sacríficio, todavia, nem sempre é "pessoal personalíssimo", mas pode constituir-se simplesmente no sacrifício de um tema de moda em benefício de um tema mais consentâneo com as próprias habilidades, pode significar sacrificar uma argumentação, colocando-a em nota, em benefício da coerência... são todos sacrifícios, a vida de quem escreve é de sacrifícios constantes. E por vezes, qaundo se gosta do que se escreve, colocar em nota determinado assunto em benefício da organização provoca também uma extrema dor.

4. O autodidatismo: boas ideias não têm geração espontânea

A dedicação para aprofundar sempre os temas tratados leva inevitavelmente a:

um certo tipo de autodidatismo: o conhecimento especializado aprendido não é suficiente para produzir boas ideias.
a natural aproximação aos confins da área lida, criando a mentalidade interdisciplinar.

Um dos mais prolíficos escritores da contemporaneidade foi Isaac Asimov, o chamado “pai da Robótica”, que escreveu da física à Bíblia, célebre escritor na história da informática. O conselho que ele dava era exatamente o seguinte: para ter boas ideias, é necessário consumir boas ideias[3]. Não é, portanto, um acaso que Asimov seja considerado um autor prolífico, no qual prolífico, porém, é sinônimo de qualidade: escreveu mais de 500 livros e um dia contou que, ao vender seu primeiro artigo, sentiu-se como “renascido”, como membro de uma verdadeira irmandade secreta com os autores que admirava[4].Ontem mesmo, senti-me cercada por inúmeras energias que desprendiam-se de mim e contatavam o universo... Aquelas estilo Júlio Verne certamente se apresentaram à minha mente!

Esse é o tom da boa escritura.

Escrever é uma imensa aventura.
Um escrito, para ser científico, não precisa ser chato!

Isaac Asimov e sua esposa, Janet Asimov, escreveram um curioso e bem humorado livrinho intitulado How To Enjoy Writing. A Book of Aid and Comfort (Como divertir-se escrevendo. Um livro de ajuda e conforto). Recomendável a sua leitura. Estranhamente, dele parece não existir tradução em português – e fica aqui a dica de tradução para os pequenos editores. Porém, em tempos de Google Tradutor, a leitura em língua inglesa é possível até para quem não domina línguas estrangeiras.

Para Asimov, para uma atividade ser agradável é preciso que:

“1. Você a faça bem.
2. Você ache que vale a pena realizá-la.
3. Você se sinta bem ao realizá-la, fisicamente, emocionalmente e mentalmente.
4. Ao fazê-la, você ajude o próximo (o que inclui diverti-lo).
5. Gere dinheiro.
6. Gere uma resposta positiva para você mesmo”[5].

Esclarece Asimov não ser necessário preencher todos os itens acima e qualquer pessoa bem-sucedida dirá que mesmo tendo conseguido apenas dois desses objetivos, a vida já terá valido muito a pena.

Concluo o setor asimoviano da bela escritura fazendo minhas as palavras de Margareth Rumer Godden, escritora inglesa, por ele mencionada:

nunca compreendi porque o “trabalho duro” precisa ser considerado deplorável... [6]

Achei essa citação repetida ao infinito na Internet, mas sem indicação da obra à qual pertence. Acho que li algo de Margareth Romer Godden enquanto passeava em meio aos livros de consulta numa biblioteca alemã; ela deve ter chamado a minha atenção porque nasceu inglesa, mas cresceu na Índia, e sempre me atraíram as misturas, estilo "príncipe mezzo sangue" de harrypotteriana memória :). Mas não me recordo mesmo de onde vem a tal citação. Passo assim por cima do meu desejo de precisão nesse artigo e jogo a bola para quem puder me indicar a fonte da citação...:)

Romer Godden bem poderia ter recebido um Nobel, pela qualidade da sua obra. Tive a oportunidade, aliás, de presenciar prêmios Nobel passeando de bicicleta e com eles troquei palavras em supermercados ou ao final de palestras. Gente simples e humilde, não raramente rechaçada dentro da própria Universidade, mas que diante de reais e difíceis condições de trabalho, conseguiram superar as adversidades. Aliás, boa parte da história dos prêmios Nobel é feita de superações[7].

Uma lição, pois, que posso extrair dos Nobel, em nome da boa escritura, é:

Colocar-se na posição de quem lê.
Humildade, para corrigir-se o mais possível, até alcançar a clareza.

Anteontem, quando deixei meu escrito, ele estava com 7 páginas. Hoje, dois dias depois, cheguei a 11 páginas em 2 horas, tamanho inaceitável, acho, para a Web...Resolvi, então, dividi-lo em duas partes, promovendo uma espécie de “caça ao tesouro” - acho que foi o próprio Júlio Verne quem me sussurrou ao ouvido anteontem! Quem adivinhar com qual tema começarei a segunda parte do artigo, ganha o direito de introduzir, nela, um parágrafo... Até a próxima!


[1] Umberto Eco (1932-2016), filósofo e estudioso italiano da linguagem e da comunicação, internacionalmente reconhecido. Para não fugir à regra de que santo de casa não faz milagre, morreu sem ser titular da sua própria cátedra de Semiótica, em Bolonha. Autor, entre outras obras magistrais, de um livrinho intitulado em português Como se faz uma tese: https://www.estantevirtual.com.br/livros/umberto-eco/como-se-faz-uma-tese/3617379522, consultado em 13 de outubro de 2019. Foi Eco a dizer numa entrevista que informação demais faz mal... talvez porque resulte, na verdade, em informação de menos... :http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/ed675oexcesso-de-informacao-provoca-amnesia..., consultado em 13 de outubro de 2019.

[2] Típico equívoco, o seguinte: https://veja.abril.com.br/saúde/preguica-faz-bemasaude-afirmaaciencia/, consultado em 13 de outubro de 2019.

[3] Uma rápida ilustração sobre essas características de Asimov está em Charles Chu, How to Never Run Out of Ideas Again, disponível em: https://medium.com/personal-growth/isaac-asimov-how-to-never-run-out-of-ideas-again-b7bf8e09cc91, consultado em 11 de outubro de 2019.

[4] Lorraine Haataia, Isaac Asimov Secrets of Prolific Writing, disponível em: http://prolificwriters.life/2019/01/08/isaac-asimovs-secret-to-prolific-writing/, consultado em 11 de outubro de 2019.

[5] “Any activity is enjoyable if: 1. You do it well. 2. You think it’s worth doing. 3. You feel good while doing it (physically, emotionally, and mentally). 4. It helps others (this includes entertaining them). 5. It makes money. 6. It brings you positive response”: Isaac Asimov – Janet Asimov, How To Enjoy Writing. A Book of Aid and Comfort, Walker and Company, New York, 1987, p. 10.

[6] Margareth Romer Godden (1907-1998), escritora inglesa de enorme destaque na contemporaneidade. Vários de seus livros se tornaram filmes e ora o canal inglês BBC One produzirá uma adaptação para a tv do seu romance Black Narcissus, estrelado, na versão fílmica de 1947, pela inesquecível Deborah Kerr: https://www.radiotimes.com/news/2017-05-05/apple-tree-yard-writer-adapts-1930s-classic-black-narcissus-for-bbc1/, consultado em 13 de outubro de 2019.

[7] A esse propósito, para quem ainda não a assistiu, recomendo a série sobre a vida de Einstein, adquirida no Brasil pela Tv Cultura, produzida pelo canal NatGeo. Se Einstein, que foi Einstein, passou fome e teve que aceitar muita coisa ruim e marginalização para sobreviver fiel às suas crenças (que depois se revelaram verdadeiras, e continuam sendo comprovadas até hoje!), vejam que qualquer um de nós, pobres mortais, também pode fazê-lo, em nome de princípios virtuosos, da bela escritura e da boa compreensão. Não é preciso riqueza para estar bem consigo mesmo.

4 Comentários

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Muito bem Doutora, parabéns pelo belo e longo texto.

Como noto que a Senhora (não sei se devo chamá-la de Senhora - apenas tem 3 anos a mais que eu) é novata por aqui, permita-me dar-lhe uma 'dica', com todo respeito, ok?

Os textos para internet (Plataforma como esta, sites e blogs) infelizmente não são como os dos livros; os parágrafos são mais curtos, mais dinâmicos e segundo o google tornam mais leves para o leitor; além de não necessitar toda a cientificidade que se exige de um trabalho científico.

Aposto que muitos perderam a oportunidade de ler só porque viram o tamanho de cada parágrafo e pior, o tamanho do texto (como a Senhora frisou bem, ele é grande e por isso até dividiu em duas partes)...; muitos passarão por aqui, mas não chegarão a ler por completo ou sequer irão 'passar os olhos', o que é lamentável....;

Aqui na Plataforma há muita gente boa (que escreve bem), mas há outros tantos que são "sofríveis" (ou apenas copiam e repostam), mesmo assim pela antiguidade e simpatia com os leitores ganham dezenas de indicação (de gostei) e compartilhamento; entretanto o teu artigo "ficará" (espero que não) meio perdido entre esses pobres textos e contextos.

Quanto mais compartilhamento, leitura e gostei mais o google dá importância e coloca o texto lá em cima - mesma coisa acontece dentro dessas plataformas ou portais.

Por isso a dica!
Boa sorte e bem vinda - ganhou uma seguidora! continuar lendo

Grata! Pois é, tentei reduzir, mas ainda estou em "adaptação internetiva de regresso"! Melhorarei (ou piorarei, de acordo com o ponto de vista...). Arrivederci! continuar lendo

Parabéns! Brilhante! Finalmente, algo digno de se ler, nesta internet tresloucada... Que alívio poder respirar cultura, sem as marcas do exibicionismo, mas com simplicidade, singularidade e praticidade.
É longo demais? Não achei. "Texto ligeiro" é coisa irritantemente abundante, nos dias de hoje, especialmente na web. Evidentemente que há excelente produção concisa, aqui e acolá. Louváveis, sem dúvida, mas raras. O que importa é que podemos, com textos como o da autora, Marcela Varejão, verdadeiramente refletir, e nos pegarmos numa cadeia deliciosa de raciocínio, com uma constatação levando à outra, uma sugestão puxando outro fio da meada, e assim por diante. E lá vamos nós, agradecidos por nos descobrirmos bem acompanhados, e livres da tristeza de acharmos que somos uns "ETs", uns elfos, isolados, vivendo em um mundo "empobrecido", buscando conforto em um passado recente (20 anos, talvez?), quando as pessoas costumavam ler vários livros, tiravam suas conclusões, produziam seus escritos, vivendo, pasmem, uma vida real... continuar lendo

Obrigada, Maria Vm! Gentis palavras de todos, que guardo como ensinamento para os próximos textos...:) Ciao! continuar lendo